sexta-feira, fevereiro 21, 2014

Peça do Mês no Museu Nacional de Arqueologia

A PEÇA DO MÊS

Museu Nacional de Arqueologia (MNA) possui um acervo de muitos milhares, na verdade centenas de milhares, de objectos. Provêm eles de intervenções arqueológicas programadas ou de achados fortuitos, tendo sido incorporados por iniciativa do próprio Museu ou por depósito ou por doação de investigadores e coleccionadores.
Todos os períodos cronológicos e culturais, e também todos os tipos de peças, desde a mais remota Pré-História até épocas recentes, neste caso com relevo para as peças etnográficas, estão representados no MNA. Às colecções portuguesas acrescentam-se as estrangeiras, igualmente de períodos e regiões muito diversificadas.

O MNA é ainda o museu português que possui no seu acervo a maior quantidade de peças classificadas como “tesouros nacionais”.
Existe, pois, sempre motivo de descoberta nas colecções do Museu Nacional de Arqueologia e é esse o sentido da evocação que fazemos, em cada mês que passa.


PEÇA DO MÊS

Barco votivo, nº inv. E 139 (cat. 236) – Egipto antigo

A apresentar por Telo Canhão, em 22 de Fevereiro de 2014 às 15h


O hábito de enterrar os mortos na companhia de um enxoval funerário no antigo Egipto, tinha como finalidade a utilização de todo esse equipamento no Além. Os Egípcios acreditavam que era possível aos seus mortos viverem uma outra vida depois da morte, e que todos os objectos com que eram fechados nos seus túmulos desempenhariam exactamente a mesma função que tinham tido durante a sua existência terrena, para lhes facultar uma permanência de alegria e abundância na Duat, o outro mundo. Por isso se chama a este barco nilótico «barco votivo», pois foi deixado num túmulo por motivos rituais para obter o favor de forças sobrenaturais em que os Egípcios acreditavam, como a heka, a força mágica considerada criativa e pertencente ao demiurgo, que a espalhou por toda a criação. Confiando nelas, supunha-se que ganhasse vida e servisse o defunto no Sekhet-Iaru, o paraíso egípcio, na plenitude da sua funcionalidade, para que nada lhe faltasse.
Mas este pequeno barco de madeira, com 73 cm de comprimento e 37 cm de largura, e os seus oito ocupantes, simboliza uma outra realidade incontornável: o Nilo era a «auto-estrada» do Egipto e por ela todos circulavam na companhia dos mais variados carregamentos. De tal forma que isso deixou marcas indeléveis na escrita egípcia e na maneira de ser dos Egípcios, para além de determinar o óbvio: uma infinidade de diferentes embarcações! Os humanos com as suas cargas, umas vivas outras não, umas vezes em missões de paz outras nem por isso, e os deuses, todos se deslocavam no Egipto de barco que, no caso dos das divindades, alguns chegavam a assumir nomes próprios.
Características da construção náutica, algumas que permitem distinguir os barcos nilóticos dos barcos que navegavam nos mares Vermelho e Mediterrâneo, formas de propulsão na água, tipos e funções das embarcações, equipagens e outras características, servirão para desvendar um pouco do mundo maravilhoso que era a navegação no Egipto, e não só no Nilo, como enquadramento à peça do mês aqui proposta.
Feito este envolvimento, será então abordado o belo barco do Museu Nacional de Arqueologia, o «E 139», juntando-se às informações existentes algumas ideias novas, sendo dadas uma série de explicações sobre as características da embarcação e seu equipamento, sobre a fisionomia, o posicionamento e a função das figuras, bem como sobre a provável origem da embarcação e sobre o tipo de madeira de que é feita.


terça-feira, novembro 26, 2013

Revista Hapi



Nova revista de Egiptologia da ACAPE, com o lançamento do nº 1 em Novembro.

1ª apresentação - dia 4 de Dezembro na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Anfiteatro III, 18,00 horas.

2ª apresentação - dia 22 de Janeiro no Museu Nacional de Arqueologia, 18,00 horas.

Para detalhes de aquisição consultar a página do nosso blogue: 






quinta-feira, março 08, 2012

Curso de Árabe - Nível II

Vimos anunciar uma iniciativa do Núcleo de Cultura e Estudos Orientais no âmbito da parceria existente com a ACAPE aberta a todos os interessados:


O NCEO está a enveredar esforços para constituir uma turma que dará continuidade ao projecto de ensino de língua Árabe iniciado no ano passado, com a Professora Margared Wardian. 
Assim, estão abertas inscrições para o Nível II do curso, cujas aulas estão programadas começar na próxima semana.

As aulas decorrerão na sede da Associação de Amizade Luso Turca - que nos dá apoio nesta iniciativa - sita na Av. da República, n.º 49, 2.º andar, em Lisboa. 
Decorrerão às 6.ªs feiras, entre as 19.00 e as 22.00.
O nível II comporta 45 horas de aulas, divididas por 15 aulas de 3 horas cada uma (com intervalo). 

O preço deste módulo é de € 300,00 para não sócios do NCEO e de € 280,00 para sócios. A propina pode ser paga em duas prestações mensais e sucessivas. 

Para mais informações não hesite em nos contactar, por este mail ou através do telemóvel 911564707.

quinta-feira, janeiro 19, 2012


O Nascimento da Egiptologia

Terceiro ciclo ACAPE de filmes comentados
Museu Nacional de Arqueologia

Sábados às 15 horas



Os Herdeiros de Champollion

4 de Fevereiro

Comentado pelo Prof. Doutor Luís Manuel Araújo





Jean-François Champollion, que devolveu a vida ao antigo Egipto ao decifrar os hieróglifos a partir do estudo da Pedra de Roseta, encontra-se na origem da grande tradição da egiptologia em França. Este DVD alterna extractos do diário do famoso egiptólogo com cenas da actual montagem da secção egípcia do Museu do Louvre, em Paris. Para além da França, a ciência egiptológica disseminou-se por toda a Europa e Estados Unidos da América.
                                        

                                     
A Pedra de Roseta

18 de Fevereiro

Comentado pelo Doutor Telo Ferreira Canhão






Durante centenas de anos, qualquer tentativa de conhecer a história do antigo Egipto viu-se frustrada pela impossibilidade de ler os hieróglifos. Mas em 1799 descobriu-se a famosa Pedra de Roseta, escrita em três tipos de caracteres: hieróglifos, demóticos e gregos. Este DVD narra a descoberta desta famosa pedra, a luta pela sua posse e os estudos realizados até que Jean-François Champollion encontrou a chave da sua decifração, logrando assim aceder à leitura dos antigos hieróglifos. Champollion complementou a análise do texto da Pedra de Roseta com outros documentos egípcios.



Aventureiros e saqueadores

3 de Março

Comentado pela Dr.ª Alexandra Diez 





Conheceremos o barão Vivant Denon que viajou pelo Egipto com o exército invasor de Napoleão; Jean-François Champollion, que dedicou a vida a tentar resolver a enigmática escrita hieroglífica; Gianbatista Belzoni, que se notabilizou ao desmantelar os monumentos egípcios e saqueá-los para enriquecer museus europeus e colecções privadas; Karl Lepsius, um promissor egiptólogo alemão que se converteu na primeira pessoa a realizar um estudo sistemático sobre inúmeros monumentos desaparecidos no Egipto.
                                   



Da descoberta à conservação 

24 de Março 

Comentado pela Dr.ª Maria José Albuquerque







O mundo da egiptologia começa a ter bases científicas, graças a homens como Auguste Mariette e Gaston Maspero que se esforçaram por estabelecer leis proibindo a destruição dos maiores monumentos do antigo Egipto e a sua protecção em relação a ambiciosos exploradores europeus e, também, dos corruptos oficiais do governo egípcio e ladrões de tumbas. Encontramo-nos com Flinders Petrie que com apenas 19 anos foi ao Egipto simplesmente medir as grandiosas pirâmides de Guiza e terminou estabelecendo o uso de fotografias como parte integral do processo arqueológico.





O triunfo da ciência

14 de Abril

Comentado pelo Prof. Doutor Rogério Sousa






Começa com a improvável história de Carter e Carnarvon e a maior descoberta de todos os tempos, a tumba de Tutankhamon, depois de cinco anos de escavações. Também conhecemos George Reisner, o primeiro erudito americano que entrou no campo da egiptologia e Pierre Montet, que gastou mais de 32 anos tentando demonstrar a lenda bíblica do cativeiro hebreu no Egipto. A série termina com os recentes sucessos da egiptologia em especial o trabalho de Zahi Hawasse e de Mohammed el-Saghir.